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Vivências e Experiências

Lu Zanatta

Tem lugares que a gente visita… e tem lugares que a gente vive

Nosso almoço de Páscoa foi no Parador Hampel. Vivemos a experiência “A Ferro e Fogo”, o carro chefe do restaurante, cheinho de diferenciais.

A Ferro e Fogo vai muito além de um almoço é quase um ritual ao ar livre, mas como chovia, ocorreu no parte interna do restaurante, mas ainda assim saímos encantados, com lugar, com a decoração rústica, mas muito confortável e, principalmente com as delícias servidas, desde os petisco até as sobremesas. Tudo preparado na frente de quem está lá, conduzindo uma sequência de sabores preparados lentamente, sem pressa, respeitando o tempo de cada ingrediente. Carnes, legumes, frutas e até o ambiente passam pelo calor das brasas, criando uma conexão direta com a origem da comida e com quem está ao redor. Tudo acontece de forma fluida, com música boa, movimento e interação, transformando o ato de comer em uma experiência completa. 

O Parador Hampel é pura experiência, que começa na chegada e fica na memória muito depois da despedida.

E muito disso passa por uma figura central: Marcos Livi.

Dono de uma trajetória consolidada, reconhecida e premiada dentro e fora do Rio Grande do Sul, Livi carrega no currículo projetos importantes e uma história construída com consistência ao longo de décadas. Mas o que mais chama atenção não está nos prêmios, mas na forma como ele escolhe estar presente, de conversar com cada cliente, no discurso bem humorado antes de servir o almoço.

Quem chega ao Hampel percebe rápido: ali não tem estrelismo. Tem verdade.

Livi circula pelo espaço, trocando uma palavra com quem está à mesa, perguntando se está tudo certo e ainda coloca  a mão na massa. Ops! Na massa não, na carne. Sem roteiro. Sem formalidade.

E isso muda completamente a experiência. Porque quando quem está por trás da cozinha também está presente no salão, no ambiente, no olhar atento aos detalhes, tudo ganha outro sentido. A gastronomia deixa de ser apenas técnica e passa a ser acolhimento.

O clima leve, equilibra perfeitamente o alto nível gastronômico com a sensação de estar em um lugar onde você realmente pertence.

E aí a gente entende que o Hampel não é só sobre comer bem.

É sobre se sentir bem.

É sobre viver o tempo de outro jeito, respeitando o ritmo do fogo, da natureza e das conversas sem pressa. É sobre uma experiência que não precisa ser explicada.

E talvez seja exatamente essa combinação de talento, história, natureza e uma hospitalidade genuína que faz tudo ali funcionar de forma tão única. Inclusive o tal “seguro chuva”.  Sim! Se choveu no dia que foste lá, tens um ano para voltar, almoçar e não pagar.  Só um lugar que acredita tanto na própria essência é capaz de dizer: “volta outro dia, com tempo bom, e vive isso do jeito certo”.

No fim das contas, não é só um destino gastronômico.

É um convite para sentir e para voltar.

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