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Izaias Reginatto

Abril Indígena

Olá,

Em celebração ao Abril Indígena, a primeira coluna deste mês será voltada ao cinema indígena brasileiro. O mês de abril é marcado pela mobilização nacional focada na valorização e na resistência de luta dos povos originários. O último censo do IBGE, realizado no ano de 2022, revelou que 1.693.535 pessoas se declararam indígenas no Brasil, o que representa 0,83% da população total. No país, há 391 etnias e 295 línguas indígenas, e a maior concentração está na Amazônia Legal.

Celebrado no dia 19 de abril, o Dia dos Povos Indígenas é uma data oficial do calendário brasileiro. Desde 2022, substitui o antigo “Dia do Índio”, termo considerado defasado e de origem colonial. Para além do simbolismo, o 19 de abril se coloca como uma oportunidade para refletir sobre o passado e o presente das comunidades indígenas.

Ailton Krenak cunhou a expressão “demarcação de telas” para descrever a produção dos cinemas indígenas nos últimos dez anos no Brasil. Telas de cinema, telas de celular e telas nas artes visuais surgem como suportes para abrigar as narrativas contadas por artistas indígenas. O uso do termo “demarcar” indica um caminho claro entre a luta pela retomada de territórios e essa produção visual. Ailton ainda considera o cinema indígena um “cinema de ação”.

Para reforçar este mês e a importância de lembrarmos da diversidade cultural e da história dos nossos ancestrais originários, preparei uma seleção com a indicação de filmes que mostram a realidade e os desafios dessa parcela da população brasileira:

  • “A Queda do Céu”, 2024, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha. Disponível na Netflix.
  • “As Hiper Mulheres”, 2011, de Leonardo Sette, Takumã Kuikuro e Carlos Fausto. Disponível no YouTube e no Prime Video. 
  • “Corumbiara”, 2009, de Vincent Carelli. Disponível no YouTube. 
  • “Martírio”, 2016, de Vincent Carelli. Disponível no YouTube.
  • “A Última Floresta”, 2021, de Luiz Bolognesi. Disponível no YouTube e na Netflix. 
  • “Teko Haxy – Ser Imperfeita”, 2018, de Patrícia Yxapy e Sophia Pinheiro. Disponível no YouTube e no EmbaúbaPlay.
  • “A Flor do Buriti”, 2023, de Renée Nader Messora e João Salaviza. Disponível na Netflix.
  • “Ga vī: a voz do barro”, 2022, de Ana Letícia Schweig, Angélica Domingos, Gilda Wankyly Kuita, Iracema Gãh Té Nascimento e Coletivo Nẽn Ga. Disponível no YouTube.
  • “Fuá, O Sonho”, 2025, de Viviane Jag Fej Farias e Amallia Brandolff. Disponível no YouTube.
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