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Coluna da Paty

Patrícia Viale

Dia do Jornalista

Nesta terça-feira, 07/04, comemoramos o dia do/da Jornalista. Para esta que escreve semanalmente por aqui é um dia especial. Não para fazer tim tim, muito menos para soltar rojão, mas para sorrir de cantinho e agradecer a decisão de 32 anos atrás, quando entrei na faculdade de jornalismo, na FAMECOS (PUCRS), em Porto Alegre. Eu era uma menina com 16 anos, terminando o ensino médio e querendo escrever. Minha professora de português, Fátima, no Colégio Santa Inês, disse que no jornalismo eu escreveria muito. E eu escrevo! A Luana Michel, do projeto Gramado Natural, e meus colegas do Mestrado sabem disto.

As pessoas ainda perguntam o que faz um jornalista. Como trabalhamos? O que comemos? Temos vida social? Que horas paramos de trabalhar? Eu defendo que o jornalismo não é uma profissão, mas um estilo de vida. Ser jornalista é ter uma vontade louca de saber o que acontece no mundo e traduzir este conhecimento para mais pessoas. Basicamente é isto. Acrescente nisto muita ética para não deturpar as informações que você tem, humildade para não se achar e coragem para enfrentar as mentiras e fake news.

Me perguntaram recentemente o que eu faria se não fosse jornalista. Fiquei pensando muito. É estranho. Como jornalista eu circulo por tantos universos, aprendo muito diariamente. É um ofício perfeito! Como eu poderia querer outra vocação?

O que poucas pessoas sabem é que a solidão é a companheira do/da Jornalista. Uma informação precisa ser apurada, pesquisada, confirmada e passo tempo sozinha, fazendo isto. Gravo os boletins de rádio sozinha. Faço os vídeos sozinha. Eu convivo muito com a informação. Converso com muita gente via whatsapp, mas não ando em turma, não tenho vida social, não me misturo na multidão. É uma opção. E muitas vezes bate uma tristeza, por não saber se a informação está chegando nas pessoas.

Mas sábado passado eu ganhei meu presente de dia do/da Jornalista. Conheci a dona Haide Maria Gil, mãe do meu amigo Alexandre Gil. É que o meu boletim semanal na rádio Clube foi um convite para o lançamento do livro O caminho do Sol Kuaray Rape, do Cacique Marcelino Duarte, lá na Feirinha e a dona Haide aceitou o convite e foi. E lá ela quis me conhecer, conversar comigo, contar que me acompanha há anos na Clube, também me deu sugestões de pauta em São Chico. Fiquei muito emocionada! Na fala da dona Haide confirmei que o trabalho com a informação não é em vão. É necessário, é bonito. E assim ela me deu um super presente: reconhecimento profissional!

Neste dia tão valioso, eu desejo que todos os meus colegas e minhas colegas de imprensa sejam reconhecidos. É isto que nos faz vibrar! Salve o jornalismo!

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