É fato que o Rio Grande do Sul tem uma das belezas naturais mais ricas do Brasil. Não vive apenas de sol e praia. É rico! De lugares, de belezas que possibilitam a contemplação. De lugares que podemos observar e que ainda não podemos e talvez, nem iremos ter acesso.
Podemos citar as Unidades de Conservação (UC), em locais ainda nem explorados. São muitas, de âmbito municipal, estadual e federal. São diversas formas de contemplação, de respirar o ar puro. Inúmeras quedas d’ água fazem a diferença, entre cascatas e cachoeiras.
Geoparques, parques concedidos para a iniciativa privada e sim, todos os ordenamentos necessários para que se mostre como de fato a natureza é importante e precisa disso para que seja protegido. Recentemente tivemos instalado mais uma UC, no litoral gaúcho, extremo sul. APA (Área de Proteção Ambiental) do Albardão.
Há quem diga que a conservação ganhou. Outros dizem que esse anúncio veio de surpresa, complicando a instalação de negócios. O fato é que vivemos em impasses, em clima de guerra, quem venceu ou não venceu.
A NA TU RE ZA precisa vencer. Precisamos achar o equilíbrio entre saber o que é real de fato, o que importa, saber explorar e usufruir. Pois só se preserva o que se conhece. E seguimos nesta linha. Um exemplo disso são as concessões (e aqui não estou defendendo ou não, é um olhar de quem trabalha com turismo e vê possibilidades entre natureza e desenvolvimento). São elas que oportunizam a geração de renda com a exploração da área. Quando falo em explorar, é interagir, saber até onde podemos ir, conhecer. E aí chegamos no elo entre até onde se pode até com a adequação, organização do local para que as pessoas possam visitar.
O Parque do Caracol é sem dúvida, um ícone para o Rio Grande do Sul. Representa a interação da natureza com o ser humano. É um local para observar, um pouco, o que temos de belo, tanto na Serra Gaúcha quanto no RS. E é por onde também passa o Caminho das Araucárias, uma trilha de longo curso que percorre a serra gaúcha e catarinense, ligando as unidades de conservação, atrativos e já que estamos falando de belezas naturais, estão por toda a parte.
Que venham mais eventos, mais discussões e mais diálogo acerca da natureza como possibilidade de conhecer, de interagir e de encaminhar ações. E para tudo isso precisa-se organizar, ordenar. A exemplo disso, no ano de 2025 dois eventos contribuíram para este processo: o 8° Seminário Estadual de Turismo de Natureza (que não ocorria há mais de 20 anos) e o 3° Simpósio Gaúcho de Trilhas em Lajeado, em 5 dias, com muita discussão, encaminhamentos e conhecimento. O 9° Seminário Estadual de Turismo de Natureza já tem local e data: ocorrerá em Três Coroas, de 26 a 29 de agosto, nos vemos lá!


