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Coluna da Paty

Patrícia Viale

O tempo passa e a gente continua doando sangue

Dezenove anos atrás, Francisco Viale, meu irmão mais moço, com 28 anos, sofreu um acidente de carro na Freeway e precisou de 40 bolsas de sangue na cirurgia de emergência. Cerca de 250 doadores de sangue se apresentaram, voluntariamente, naquele janeiro de 2007para ajudar. Apesar de toda colaboração, o Chico faleceu em março de 2007. Em julho do mesmo ano foi criada a Associação Chico Viale, com o objetivo de buscar doadores de sangue para quem precisa.

Dezenove anos atrás a doação de sangue era muito associada às doenças e à morte. Uma pessoa que doa sangue é uma pessoa que se preocupa com a sua saúde e que se preocupa com a sua comunidade. Este é o perfil de um cidadão, de uma cidadã: pessoas que tenham empatia pelo seu entorno, que se envolvam com situações que podem ser modificadas com o trabalho de outras pessoas.

Dezenove anos atrás este trabalho começou por causa da dor da perda. Hoje ele permanece pela conscientização do doar. Se permitimos, a vida nos oferece ferramentas para superarmos momentos difíceis. Foi ajudando outras pessoas, que a dor se transformou em força e é esta junta que faz a vida continuar.

A Associação Chico Viale é uma homenagem a este cara que teve sua vida interrompida com a idade de 28 anos. A Associação Chico Viale é um chamado para pessoas que ajudam poque acreditam na colaboração. Viver e morrer faz parte do nosso dia. Doar e colaborar também. Doe sangue!

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